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Museu de Um Dia prestigia jovens artistas periféricos de Salvador

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 29 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

Com objetivo de impulsionar a carreira de jovens artistas periféricos de Salvador, o Museu de Um Dia estreia sua terceira edição em formato online. São 12 obras de 12 artistas dos bairros Fazenda Grande e Castelo Branco.


O evento reproduz, através de uma maquete 3D virtual, o espaço da Associação de Moradores Recanto do Sol, localizado na Fazenda IV, em Salvador, é totalmente gratuito e pode ser acessado no site ou pelo aplicativo na Play Store, assinados pelo artista gráfico Augusto Lara.


Com todas as características arquitetônicas preservadas, o visitante pode participar da exposição de forma ativa, em primeira pessoa. Para o idealizador do projeto, Felipe Caires, é importante que ocorra o apoio à artistas periféricos e o incentivo às artes nesses locais.


“Eu, como artista periférico, senti o que muitos deles sentem. Hoje tenho bastante experiência em vários “viés” da arte da arte, em exposições, residência artística, mas o caminho foi difícil. O que tento aqui com o museu é encurtar esse caminho aos artistas “emergentes” e até mesmo os mais experientes, que por muitas vezes não sabem nem por onde comer uma exposição, um currículo, enfim sua carreira artística”, explica o artista plástico, que já foi curador em exposição no Museu de Arte Moderna (MAM).


Os artistas Ananda Santana, Celia Ribeiro Moreira, Curió O13, Débora Santos, Evelyn Bellas, Jana Dourado, LE, Leila Wysocki, Remy Branco, Tiago Ramsestencil assinam as obras, com expografia produzida por Melissa Santos e o educativo organizado por Letícia Cherobim.


Além da exposição, foram realizadas oficinas para artistas iniciantes, com conteúdo sobre expografia e montagem, curadoria, arte-educação, design para cartaz e portfólio. O projeto também prevê a confecção de supercartazes que serão colados nos muros dos bairros Cazajeiras e Fazenda Grande, aumentando o alcance das obras de arte.


O objetivo é transmitir conhecimento e incentivo aos jovens artistas das regiões periféricas de Salvador, revelando novos nomes nos bairros descentralizados e gerar oportunidade para o desenvolvimento a quem está iniciando a caminhada. “Queremos movimentar a cena das artes visuais em nosso bairro e possibilitar o acesso a arte e cultura aos nossos vizinhos”, explica Felipe Caires.

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